Vidas Cruzadas [Parte 21]




Chegou a semana do Natal, e há dias que eu não saia de casa, apesar da insistência do Filipe, a minha roupa passou a ser o pijama, e dediquei-me a estudar para o próximo período escolar, que apesar de tudo consegui ter boas notas e não queria por nada descer, começava a estar realmente muito frio, ate no meu quarto eu já sentia muito frio e de manha quando abri a janela dava para ver tudo branquinho. Nessa semana, estava eu a preparar o almoço para mim, senti a porta abrir-se.
- Madalena: Catarina, anda cá.
- Catarina: Que estas aqui a fazer mãe?
- Madalena: Trouxe alguém que te queria ver.
- Teresa: Olá Catarina- Vindo na minha direcção.
- Catarina: Mana estas aqui.- Abracei-a e ela deu-me um beijo na testa, como costumava fazer quando eu era pequena.
- Madalena: Hoje vamos almoçar as 3, há almoço Catarina?
- Catarina: Claro, mana porque não vens viver connosco?
- Teresa: Talvez venha, mas eu continuo com o meu namorado, vivo com uma amiga, e para vir a mãe tem de aceitar o meu namorado.
- Madalena: E aceito filha, não me importo que ele tenho o dobro da tua idade seja divorciado e tenho 3 filhos, se ele te faz feliz, tu sabes que por minha vontade não tinhas saído, sabes bem quem te expulsou.
- Teresa: Obrigada mãe, estas tão crescida Cat.
- Catarina: Já passaram dois anos maninha, olha podias era vir cá mais vezes.
- Teresa: prometido, vamos ser uma família.
Finalmente uma alegria, em tanto tempo de tristeza, a visita da minha irmã alegrou-me mesmo, ela passou a visitarmos regularmente, e foi-se apercebendo da minha tristeza e revolta, tentando falar comigo, mas eu não estava preparada. As noticias do Marco era cada vez mesmo, chegando a ser escassas. Nessa mesma semana o meu pai ligou, quando o telemóvel tocou pensei que era o Marco atendi sem olhar.

Catarina- Sim.
Carlos- Olá Catarina
Catarina- Ah és tu, pai.
Carlos - Então esta tudo bem?
Catarina: Não não morri de fome, a minha mãe põe comida na mesa todos os dias e não é graças a ti.
Carlos- Filha tem calma, isto também não esta fácil para mim e logo que possa vou dar o dinheiro a tua mãe, da pensão de alimentos, olha eu queria estar contigo.
Catarina: Humm, quando?
Carlos: Amanha?
Catarina: Pode ser, as 10 horas na pastelaria em frente onde vivíamos?
Carlos: Pode ser, ate amanha. 
A verdade é que tinha saudades dele, e sabia que mais dia menos dia o tinha de enfrentar.



Continua



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