Vidas Cruzadas [Parte 20]



Um sábado de manha a minha mãe veio acordar-me muito rapidamente.
- Madalena: Cat, acorda, Cat.
- Catarina:  O que foi caramba?
- Madalena: Filha nós vamos ter de nos  mudar de casa.
- Catarina: O que? Mas porque e para onde vamos?
- Madalena: Porque esta casa e minha e do teu pai, e um de nos tem de ficar com ela, o que ficar ter de pagar ao outro, ou então vai ser vendida, e eu não tenho dinheiro para comprar este apartamento, fica muito fora do meu orçamento, já procurei uma casa, é uma pequena vivenda, hoje mesmo vamos mudar.
- Catarina: Estas a gozar! E só me dizes agora.
- Madalena: Tu tens andado tão triste que fui esperando, mas já não dá mais, não te contei porque não te queria por pior do que já andas.
- Catarina: Uaau mãe, olha estou muito mais feliz agora, sinceramente, posso ao menos ir tomar um banho?
Fiquei tão desiludida, olhei para o meu quarto, que deixaria de ser meu nas próximas horas, onde cresci e vivi toda a vida, aquele era o meu refugio já vivi de tudo naquele quarto, à medida que íamos tirando as coisas de casa parecia que o meu coração se ia desfazendo aos poucos, foi triste ver a nossa casa vazia. A nossa nova casa tinha 3 quartos, não era muito grande, mas estava bem mobilada, e tinha um jardim, não ficava muito longe de onde eu vivia, e ficava perto do parque onde eu costumava estar com o Marco. Quando entrei no meu novo quarto deu-me um aperto no coração, e tive a sensação que me iria fazer bem, pelo menos lá ia começar de novo e não haveriam recordações do meu pai. O quarto era muito feminino, em tons de rosa e preto, não tinha outra cor, adorei mesmo. Desde a nossa mudança que a minha mãe decidiu arranjar outro trabalho, chegava do trabalho as 8 e as 9:30 ia trabalhar para um café ate a 1:30, mal estava com ela, só a via mais ao fim de semana, e durante a semana só ao jantar.

***Alguns dias depois***

Já estava de férias de Natal quando finalmente chegou o dia em que fazia um mês da partida do Marco, mal acordei, olhei o telemóvel, nem sinal dele, vesti-me, fui para a escola, sempre a olhar o telemóvel, mas nada, ate que no intervalo da manhã lhe tentei ligar e estava desligado, tentei no outro intervalo e desligado, tentei na hora de almoço várias vezes e nada, tentei ate quase as 2 da manhã e ainda estava desligado, e assim permaneceu, ate que dali a dois dias o vi no msn.
C: Aleluia te encontro.
M: Então?
C: É isso que me tens para dizer "então"?
M: Desculpa, mas aconteceu um imprevisto.
C: O que foi agora? 
M: A minha mãe continua mal e eu ainda não me posso ausentar.
C: E  teu telemóvel?
M: Avariou
C: Que conveniente não te parece? E não há mais telemóveis ai em Lisboa?
M: Cat, os meus dias são hospital e casa, nem disso me lembrei mais, olha eu tenho de ir, quando arranjar telemóvel eu ligo-te princesa, beijo eu amo-te.
C: Eu tenho saudades, volta por favor, amo-te


Ele estava distante, algo se passava, e eu não tinha maneira de descobrir, ai ando a ficar doida com tudo a acontecer ao mesmo tempo. 
Na semana seguinte recebi uma mensagem, 

De Marco: Princesa manda-me a tua morada, olha a minha mãe já esta melhor, quando menos esperares estou ai para ti.
  Mas para é que ele queria a minha morada?


Continua


6 comentários:

  1. ui , continua rápido :o
    amo esta história.

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  2. Gostei muito *
    Se ele a anda a enganar dou cabo dele -.-

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  3. Obrigada querida ^^
    Quero a proxima parte :D

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  4. - cada vez melhor , qe venha a outra parte rápido ^^

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  5. mt mt obg, tmb estive a ler a tua e está brutal :o
    com certeza q irás ler mais da mnh história e eu tmb espero ler mais da tua :)

    tmb já te sigo*

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