Vidas Cruzadas 43

***Catarina*** 


- Catarina: Aiiiiiii
- Marco: O que se passa? Queres que pare o carro?
- Catarina: Esta tudo bem, foi só a nossa filha que se mexeu.
Ele sorriu e pôs uma mão na minha barriga.
- Marco: Tem calma amor, isto não fez nada bem a bebe.
- Catarina: E agora para onde vamos?
- Marco: Para minha casa. Isto é se quiseres.
A ideia assustava-me um bocadinho, eu Catarina, com quase 17 anos, grávida e a viver na casa do meu professor, não ele já não é meu professor, é o pai da minha filha, tudo isto me assusta, tenho medo daquilo que o futuro tenha reservado para mim, mas eu não podia ceder à chantagem dos meus pais. Eu não ia abandonar o Marco, eu amo-o e é com ele que quero ficar, e daqui a nada vamos ser 3, preciso mesmo dele, e os meus pais tem de compreender isso e acabou-se. Acabei por não lhe responder, apenas encolhi os ombros. Chegamos a sua casa, ele abriu-me a porta e eu entrei.
- Marco: Podes ir para o sofá que eu vou preparar o jantar.
- Catarina: Eu estou grávida. Não inválida.
- Marco: Eu sei, mas eu gosto de cozinhar, vai lá ver um pouco de televisão e descansa.
Fez massa à bolonhesa, um dos meus pratos preferidos, repeti 3 vezes, estava mesmo delicioso. Ajudei-o arrumar a cozinha e fomos para o sofá.
- Catarina: Eu preciso de fazer uma coisa...
- Marco: O que?
- Catarina: Tomar um banho.
- Marco: E então vai.
- Catarina: Mas, eu não tenho outra roupa e esta esta soada não é confortável para dormir.
- Marco: Princesa, vai tomar banho que eu vou tratar da tua roupa.
Ajudou-me a preparar o banho, e depois saiu dá casa de banho para me sentir à vontade, afinal aquela iria ser a minha casa nos próximos tempos. Quando acabei o banho tinha uma enorme toalha à minha espera. Era vermelha e bem peludinha, cheirava lindamente.


***Marco***


Eu sabia que ela precisava de pensar, e um bom banho ia ajudar, por isso deixei-a sozinha para se sentir à vontade. Tinha acabado de desligar a televisão da sala e ia a sair da porta quando de repente, a vejo pelo meu corredor, ainda molhada limpando-se a toalha que lhe tinha deixado, tinha uma boa parte do corpo à mostra o que lhe dava um ar super sensual e sexy.
- Catarina: Olha e então a minha roupa.
Não consegui falar, tinha ficado estupefacto com a imagem que estava á minha frente.
- Catarina: Ei e então, vais deixar ficar assim ou que?
- Marco: ahmmmm desculpa. Sim a tua roupa, esta no meu quarto anda.
Dirigi me ao meu quarto e ele segui-me e indiquei-lhe uma camisola minha cor-de-rosa, com a qual costumava fazer desporto, ela vestiu-me com aquele seu jeito único de menina quase mulher, vestiu-me mesmo assim quase toda molhada. A minha camisola cobria-lhe quase o rabo todo, então procurei uns calções, e encontrei uns super curtinhos que eram de quando era miúdo e resolvi guarda-los, ficava com as nádegas do rabo quase à mostra, estava mesmo muito sexy.
- Catarina: Esta calor não esta?
Mais uma vez não lhe respondi, estava perdido nos meus pensamentos a apreciar a sua beleza.
- Marco: És tão linda, esse teu ar, esse teu jeito...
- Catarina: O que tem?- Perguntou num tom bem baixinho.
- Marco: Fascina-me.
Toquei-lhe nos cabelos molhados, cheguei de perto a minha cara à dela e cheirei lentamente o seu pescoço, recuei e dei-lhe um beijo na boca, mordiscando-lhe primeiro os lábios bem devagar e só depois beijando mesmo. Parei.
- Marco: Vamos dormir?
- Catarina: Tens a certeza?
- Marco: Não, mas não me quero aproveitar da situação, em estares aqui comigo, sei muito bem que hoje precisas de um ombro para desabafar e uma boa noite de sono, temos muito tempo para o resto. É quando e sempre que tu quiseres, não quando eu quiser entendes?
- Catarina: És um amor.
Deitou-se ao meu lado, junto do meu ombro e ficamos em silêncio, sabia muito bem que ela estaria a pensar nos pais, mas não fui capaz de pronunciar uma palavra acerca do assunto.
- Catarina: Achas que fiz bem?
- Marco: Fizes-te o que o teu coração mandou?
- Catarina: Sim
- Marco: Aí tens a resposta.
- Catarina: Eles não podiam fazer-me isto caramba....- Começou a chorar.
- Marco: Tem calma bebe.
- Catarina: E se as coisas correm mal? E se entre nos não der certo? E se me arrepender?
- Marco: Não sejas pessimista.
As lágrimas não paravam de lhe cair, e eu sempre a limpar-las, a fazer-lhe mimos no cabelo e na cara, ate que acabou por adormecer a chorar.

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